segunda-feira, 29 de junho de 2009

Uma volta azarada...

Há dias assim...
Já não caía há tanto tempo, e desta vez foram dois malhos seguidos.
Esmurrei pernas e braços, mas a "Manquinha" ficou intacta... como eu costumo dizer, a pele cresce a pintura da bike é que não!!!!
O primeiro malho, aconteceu numa descida em que a roda da frente entrou num rego e já não a consegui tirar de lá, foi onde me esmurrei todo:

O segundo, apesar de não me ter provocado grandes danos físicos, foi o mais perigoso.
Tínhamos feito uma subida enorme em que tive que tirar os óculos porque estavam a embaciar, quando começamos a descer não me lembrei de os recolocar. A meio da descida fiquei "cego" com lágrimas e pó. Consequência, andei mais de 10 metros sem ver um palmo à minha frente, bati com a roda da frente num buraco (o pneu rebentou) e eu simplesmente voei por cima da bike...

Há dias assim, em que tudo corre mal.

1ª Maratona BTT Valongo 17-05-09

A partida, à boa moda Portuguesa, atrasou 20 minutos... sinceramente, acho que foi o atraso mais curto a que assisti em todas as Maratonas em que participei (normalmente passa a meia hora).
O percurso... o que se pode dzer dos trilhos escolhidos? Valongo é assim, duro, muito duro. Subidas enoooooooormes, mas depois de uma subida... Que belas descidas eu fiz (pelo menos até rebentar um pneu). Pois é, a estreia com as cores do BTT Matosinhos, não foi a melhor...
Ao longo do percurso, vi sempre motas e moto 4 a passar, bombeiros de bicicleta a fazerem a prova... acho que pouco há a melhorar!
O banho, impecavel, agua quentinha e bons balnearios.
Ao almoço não fui, mas espero que tenha sido bom.

Deixo os meus parabens ao pessoal do Clube BTT de Valongo, que para uma 1ª prova, fizeram um trabalho exemplar.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A minha nova "GIANT"

Já há algum tempo andava com ideia de arranjar uma companheira para a minha RUSH.
A Rush é uma bela bike, mas sentia que em voltas ou provas mais soft perdia muito rendimento, então decidi-me por uma HT o mais leve possível.
Pesquisei, pesquisei e voltei a pesquisar, e cheguei à conclusão que o melhor era montar uma bike a meu gosto.
Já que ia ser uma montagem para só gastar dinheiro uma vez, decidi que o quadro tinha que ser em Carbono.
Mais uma vez as pesquisas tiveram início, mas os quadros soltos custavam uma fortuna e a opção mais viável era comprar uma bike completa e depois vender os componentes.
Já estava quase decidido a fazer isso, até que encontrei no ebay um vendedor que tinha quadros de carbono muiiiiito parecidos com o BH Fluid e o GIANT XTC Composite, a um preço... bem o melhor é pesquisarem!
Falei com o vendedor, que me disse que os quadros eram feitos na fabrica da GIANT, daí as parecenças.
Para verem do que estou a falar, vejam estas fotos:



Decidi-me então pela compra desse falso "GIANT"

Comprei uns To-colantes bonitinhos (também no ebay) e pronto, já tinha um Quadro de Carbono e por um preço excelente.

A escolha dos componentes também não foi muito difícil.

Estava decidido que tinha que comprar umas Rodas e Pneus leves.

Também decidi apostar num pedaleiro com dois pratos.

A suspensão foi o que me deu mais trabalho a procurar, havia muitas alternativas (Manitou R7, Rock Shox Sid, Magura Durin e DT Swiss.

Os travões e pedais, foi onde tive menos trabalho na escolha... já os tinha cá por casa.

A transmissão também estava escolhida à nascença, sou um adepto ferrenho da SRAM com GripShift.

Pronto vou acabar com a conversa e deixar a lista de componentes:

Quadro - CarbonoSuspensão - Rock Shox Sid Race 100 + Poplock

Cassete - Shimano XTR M960 11-34

Corrente - KMC X9 SL Chain Silver 9 Speed

Desviador Fr. - Shimano XT

Desviador Trz. - Sram X.9

Manipulos - Sram X.0 Grip Shift

Pedais - Crank Brothers Smarty

Pedaleiro - KCNC Bearbone XC1 42-29

Avanço - KCNC Team Issue

Caixa Direcção - KCNC Kudos-Q1

Espaçadores - Massi Carbono

Guiador - KCNC SC Bone Recto

Punhos - Ritchey WCS Truegrip

Chavetas - KCNC Quick Release Titanium

Clip Espigão - KCNC - Quick Release Titanium

Espigão - KCNC Ti Pro Lite

Pneu Frente - Kenda Small Block 8 26x1.95 + NoTubes

Pneu Traseiro - Kenda Small Block 8 26x1.95 + NoTubes

Roda Frente - A2Z + Sapim + ZTR Olympic

Roda Traseira - A2Z + Sapim + ZTR Olympic

Selim - Specialized Phenom SL

Travões - Hygia Elite 160

Peso final - 9.106gr

Aqui está ela toda montadinha:

E agora as primeiras impressões:

Hoje fui dar uma voltinha com ela, a volta foi por estrada (+/- 40km) e é uma volta que eu costumo dar quando ando sozinho.

A primeira coisa que reparei foi na facilidade com que faço as subidas... realmente a suspensão da RUSH prejudica um bocado nesta situação.

A média foi a mais rápida de sempre, o melhor que tinha feito era 23,1 e hoje foram 25,2, acho que demonstra bem a rapidez da Bike.

Os pneus, bem, aconteceu uma coisa que nunca me tinha acontecido... logo no dia em que a montei, dei uma voltinha só para ajustar as manetes e ouvi os pneus a chiar devido à aderencia... fantastico, estou ansioso por os testar no monte!

A SID, para quem está habituado a uma Lefty, é complicado aceitar outras suspensões... por isso deixo a minha analise à SID para depois.

Os travões ainda estão a acamar, mas já mostram alguma potencia.

Tudo o resto é material com muitas provas dadas, por isso não vale a pena estar aqui a descrever o bem que funciona a transmissão, etc.

Quando tiver mais noticias vou avisando.

Não posso terminar sem deixar um Agradecimento muito especial aos Amigos da LongusBike que me foram ajudando em todo este processo.

domingo, 31 de maio de 2009

David Rodrigues vence Etapa de Madrid - Taça do Mundo de Juniores

A surpresa foi tão grande para os Espanhois, que quando chegou a hora do podio, repararam que não tinham o Hino Nacional... Mas à boa maneira Portuguesa, tudo se resolveu!!!!

sábado, 30 de maio de 2009

7ª Trans Portugal Garmin

Tem inicio amanha a prova de BTT por etapas mais conceituada em Portugal.
Os meus Amigos Nuno Neves e Jorge Castanheira vão estar presentes, e quero aproveitar para lhes desejar a maior sorte do mundo!!!
É já hoje 30 de Maio de 2009 que tudo começa em Bragança.
É o dia “0” da TransPortugal Garmin. São os preparativos finais para o arranque da prova no Domingo. Montar e testar bicicletas. acreditação de atletas, briefings sobre a prova, o GPS e a etapa 1 . Um “test ride” para afinar os últimos detalhes e criar habituação à leitura do GPS e sentir o pulso à primeira subida que desde Gimonde leva os atletas pela 1ª vez para o cimo do planalto transmontano.
E há que deitar cedo porque no Domingo as primeiras partidas começam logo ás 7 e picos.
O USO DO GPS
Os participantes na Transportugal Garmin, ao contrário de outras provas do seu género, não terão qualquer marcação no terreno para os guiar no percursos da prova, ou seja, não existem as habituais fitas plásticas penduradas nas árvores, nem setas às cores em cada cruzamento. Apenas com o uso de um GPS onde o percurso se encontra digitalmente inserido, partirão de Bragança até Sagres à descoberta do Portugal fora das estradas ao longo de 1000kms sempre em ritmo de prova sem nunca se perderem, com uma ligação, quase umbilical, a uma linha num visor de um GPS Garmin, aplicando ao máximo a sua performance atlética na busca do melhor tempo na etapa, sem preocupações com fitas ou setas e sempre com a garantia absoluta de estarem no caminho certo apesar do profundo isolamento dos locais por onde passam.
Os GPS Garmin dos participantes são carregados com mapas específicos para a prova e nesses mapas consta uma estrada virtual que mais não é que a “estrada” "TP" (Transportugal). Estes mapas têm ainda todo o detalhe do terreno por onde passa a prova, como sejam curvas altimétricas, estradas, caminhos rurais, povoações, casas isoladas, rios e ribeiras e ainda todas as informações da prova úteis para os Concorrentes, como sejam, locais onde podem encontrar água, locais onde há Cafés para se abastecerem, os Postos de Controle da prova, a Partida e a Chegada, os hotéis da prova, etc.
No final de cada dia os seus GPSs são entregues à Organização que fará o escrutínio da prova que cada um fez no terreno. Ou seja através dos dados extraídos é possível verificar se foi ou não feito o caminho correcto, bem assim como os tempos de passagem em determinados locais.
Nem todos os GPSs Garmin estão habilitados para a prova. A Organização recomenda os seguintes modelos: Legend CX ou HCX, Vista CX ou HCX, Map60CX ou CSX, Colorado 300 ou 400, Oregon 200, 300 ou 400.

O SISTEMA DE BONIFICAÇÕES
Não é só no aspecto tecnológico, baseando a prova nos GPSs, que a Transportugal Garmin é pioneira em todo o Mundo neste tipo de provas. O nosso esquema de bonificações por sexo e idade dos participantes, introduz correcções aos handicaps que existem como consequência da idade e do sexo dos participantes em prova. Pretende-se desta forma nivelar todos os atletas em prova e dar oportunidade aos mais desfavorecidos por razões inultrapassáveis, de poderem aspirar a um local no pódio. Assim na Transportugal Garmin há apenas uma categoria, apenas um escalão.
Todos os participantes se encontram em igualdade de circunstâncias e qualquer um pode vencer a prova. Que o diga Cal Burgart o americano que com 62 anos de idade que em 2005 ganhou a Transportugal Garmin a despeito de concorrer com atletas que tinham menos de metade da sua idade. Cada senhora que participa na Transportugal tem à partida para cada etapa uma bonificação de 12% calculados em relação ao melhor tempo da etapa em anos anteriores. Por exemplo se para a primeira etapa o record for de 6h 15m então ela terá uma bonificação de 45m nessa etapa. Isto quer dizer que se a Partida Oficial for às 9:00 da manhã então vamos dar a partida àquela atleta às 8:15. Quem partir depois vai ter que a apanhar no terreno se quer ficar á sua frente na etapa. Ganha a etapa aquele que cortar a meta em primeiro e não há mais contas a fazer.
Existem ainda bonificações por idade a partir dos 35 anos e o esquema funciona da mesma forma. Uma tabela publicada estabelece a bonificação a atribuir em cada caso e como são cumulativas pode acontecer que se tivermos a participar uma senhora de 66 anos de idade, a sua bonificação pode chegar aos 36%.

E para começar
BRAGANÇA - O PONTO DE PARTIDA.
Bragança encontra-se encaixada nas Montanhas do Nordeste transmontano a cerca de 700m de altitude. A velha “Brigantia “ foi povoação importante quando da ocupação romana, então baptizada “Juliobriga” pelo imperador Augusto, em homenagem ao seu tio Júlio César. Destruída durante as guerras entre cristãos e mouros, encontrava-se em terreno pertencente ao mosteiro Benedito de Castro de Avelãs quando D. Fernando Mendes de Bragança a adquiriu por troca em 1130. Foi reconstruída tendo D. Sancho I concedido o foral em 1187. Quase um século depois devido ao seu crescimento D. Dinis mandou erguer nova linha de muralhas. E foi D. Afonso V em 1446 que a elevou á categoria de cidade. As partes mais antigas mantêm-se como cidadela de feição medieval. No resto da cidade o casario espraia-se em anfiteatro ao longo do planalto ondulado rodeado pelas serras. O florescimento económico dos séculos XIV e XV originou um novo tipo de desenvolvimento urbano, devido às exigências do comércio, dispondo-se os edifícios ao longo de 2 eixos principais. Os séculos XVI e XVII, impulsionados pela indústria da seda, seriam marcantes para a expansão da área urbana, com reconstrução e reconversão de inúmeros edifícios, o que teria continuidade no século seguinte. Durante o século XIX e inicio do século XX o crescimento foi lento. Nos dias de hoje nota-se uma explosão de construção na cidade com edifícios modernos e espaços culturais.
O Castelo de Bragança digno de ser visitado ergue-se no morro e terá tido uma ocupação pré-histórica, como o testemunham vestígios arqueológicos de um povoado que mais tarde na época romana se tornou numa importante cidade de convergência de estradas militares.
Contudo a estrutura definitiva do castelo que hoje se observa data do reinado de D. João I, por considerar o local uma praça determinante na defesa da fronteira, mandou reconstruir o castelo e ampliar as muralhas.
Outro edifício interessante a visitar, é Domus Municipalis (ou a Casa da Água). Um edifício singular do início do século XIII, de planta pentagonal irregular, constituído por duas estruturas aparentemente autónomas. Uma subterrânea, a Casa da Água, consiste numa cisterna de grandes dimensões coberta por abóbada. A outra, sobreposta á anterior apresenta paredes percorridas por uma série contínua de janelas de arco pleno, que iluminam um espaço único onde uma bancada de granito disposta em todo o perímetro sugere ter servido de sala de reunião aos homens do município. Todo o edifício é construído em granito e a estrutura superior é coberta por um telhado de cinco águas. As cornijas tanto exterior como no interior, são percorridas por uma caleira escavada na pedra que ao, ao receber do telhado a água da chuva, a conduz pelos canos comunicantes abertos nas paredes, ao reservatório subterrâneo. A função da cisterna era o reservatório de água de abastecimento ao castelo e á cidadela.
Bragança, a mais remota cidade de Portugal, capital do distrito de Trás-os-Montes, acolhe os participantes que durante todo o dia 30 de Maio aí vão estar. Apesar de todos os preparativos necessários fazer para a partida do dia seguinte, esta cidade merece um tempinho extra para ser visitada.
É pois daqui que cerca de 70 atletas irão partir no dia 31 de Maio de 2009 logo a partir do raiar da manhã com rumo a Sagres, uns cerca de 1000 km mais para Sul, atravessando todo um país numa aventura inesquecível onde o deslumbramento acontece a cada curva do caminho, a cada virar de esquina das esquecidas e genuinamente belas aldeias do interior.
Para além de uma prova desportiva é ainda uma viagem que vai acontecendo não ao ritmo dos motores, onde apenas o esforço físico e a gravidade propulsiona os atletas sobre serras e vales na conquista do diário imenso prazer de chegar.
Os novos amigos fazem-se, as infindáveis histórias de outras aventuras são contadas vezes e vezes sem fim ao fim do dia em redor duma mesa recheada com novos paladares da genuína gastronomia da província. E na manhã seguinte as lycras resplandecem na azáfama do pequeno almoço e dos preparativos para a partida de mais um dia numa frenética avidez para se fazerem ao caminho e retomar a viagem.
São oito dias para fazer a viagem, e que viagem !!!!
Bem hajam.
A equipa da Transportugal Garmin
informação extraida de http://www.supertravessia.com/

terça-feira, 12 de maio de 2009

Os Pró's tambem caem...

Infelizmente desta vez apanhou tambem uma das jovens promessas do XCO Portugues - Ricardo Marinheiro

Houffalize Start XCO Junior Men from O2Bikers on Vimeo.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Uma volta Fantastica...

Foi uma Segunda-Feira de Pascoa um pouco diferente do "normal".
Apesar do tempo lá fora estar pouco animador, não me baldei e fui encontrar-me com os amigos de Valongo para uma volta Fantastica.
Pelo caminho ainda apanhei o Mauricio, que não perde uma oportunidade de conhecer novos trilhos (descidas se possivel).
Quando chegamos à LongusBike, o cenario não era muito animador, fomos os primeiros a chegar.
Pouco tempo depois chega o Zé Carlos com mais um Amigo.
Logo de seguida chega o nosso Guia de Serviço, o amigo Caça-Cobras e depois o Isacc.
Como não aperecia mais ninguem (a cama devia estar quentinha) decidimos arrancar os seis para 40 kilometros de monte.A verdade é que a fama do Amigo Caça-Cobras não ficou em mãos alheias e ele levou-nos por caminhos espectaculares... com muiiiiiitas subidas, mas o que vale é que tudo o que sobe tambem desce, e as descidas, essas sim, foram fantasticas!No meio de tantos Craques do Pedal, fui eu o condenado ao sofrimento... aproveito para agadecer ao pessoal a paciencia que tiveram, eu sei que é chato ter que esperar pelos atrasados. Alguns singletracks espectaculares, estradões com grande inclinação, e descidas feitas a mais de 50km/h, faziam parte do Menu que o Amigo Caça-Cobras nos serviu.
No final, o GPS contabilizava 41kms e quase 1000m de altimetria.
Foi sem duvida uma das voltas que mais prazer me deu, e estou ancioso por repetir.
Abraços a todos!